Porto mostra personalidade em Braga e vira resultado quando o jogo parecia fugir

Jogado na Pedreira o jogo grande opôs o Braga contra o Porto para a 27.ª jornada da I Liga. A vitória caiu para a equipa dos Dragões, com o jogo a ter emoção e imprevisibilidade até ao apito final do árbitro.
Em Braga, o FC Porto venceu por 2-1, mas a história do jogo começou com um domínio nos primeiros minutos da equipa da casa. O Braga entrou mais forte, mais pressionante e com uma intensidade que deixou os dragões desconfortáveis nos primeiros minutos.
Do outro lado, o Porto parecia um pouco perdido, com os setores um pouco desligados, faltava critério na saída de bola e, sobretudo, faltava capacidade para criar perigo. Durante os primeiros instantes da partida, a equipa limitou-se a reagir, sem conseguir assumir o jogo.
Mas o intervalo trouxe mudanças claras. O Porto regressou com outra atitude, mais subida no terreno e mais pressionante sobre a construção do Braga. A equipa começou a ganhar metros e, com isso, a empurrar o adversário para zonas mais defensivas, mas a verdade é que um pênalti assinalado na área portista por agarrão de Gabri Veiga, fez rapidamente esquecer essa boa entrada.
Com o empate a confiança aumentou e a pressão do Porto ficou ainda mais forte, encostando o Braga mais à sua grande área. Pouco depois, veio a reviravolta, com um remate potente de Fofana. As substituições de Farioli resultaram mais uma vez e os Dragões terminaram o jogo na frente.
A partir daí, o jogo entrou noutra fase. O Braga tentou voltar ao controlo, subiu linhas e procurou o empate, mas encontrou um Porto organizado defensivamente e controlador. A equipa passou a gerir melhor os momentos e a controlar o ritmo quando era necessário.
Nos minutos finais, o Braga ainda tentou pressionar. Apostou em cruzamentos e remates de fora da área, mas sem grande sucesso. A defesa portista respondeu com segurança e nunca permitiu que o jogo saísse do controlo.
Foi uma vitória construída na reação. Depois de uma primeira muito bem disputada entre as duas equipas, o Porto conseguiu reagir ao golo sofrido, crescer e aproveitar as oportunidades de golo. Esse tipo de resposta diz muito sobre o estado da equipa nesta fase da época.
Francesco Farioli teve influência direta nisso. As correções após o golo sofrido e a forma como reorganizou a equipa mudaram o jogo. O Porto ficou mais compacto, mais intenso e muito mais ligado ao que o jogo pedia.
Faltou consistência ao longo dos 90 minutos. E em jogos deste nível, isso costuma ser determinante. Ainda assim, a exibição deixou sinais de qualidade e capacidade para discutir este tipo de jogos.
O Porto fez o que melhor sabe fazer esta época, lutou, nunca desistiu e o resultado apareceu com naturalidade. E o mais importante, é que parece que ultrapassou um início de ano terrível a nível de calendário, e o título está cada vez mais perto.
Com esta vitória, os dragões continuam firmes na liderança. Mais do que os pontos, a equipa parece que está a voltar às exibições do início da época, ainda para mais numa altura em que a classificação começa a ficar alinhada.


